HISTÓRIAS A QUATRO PATAS

Capa.

Capa.

Quando a Si escolheu esse livro, confesso que tentei demovê-la disso. E teria errado. Foi durante uma feira do livro, eu já estava exausta, nunca tinha ouvido falar no título ou no autor. Ela também não tinha lido, apenas folheado rapidamente, achei que fosse uma escolha “só pela capa”. O livro é bom, mas está longe de se tornar um de meus preferidos. Entretanto, a Si adora. E não é isso que importa?

Mostra como devemos dar oportunidade de escolha na hora de comprar livros. Seja porque contribuiu para a construção do hábito de leitura, seja porque podem nos surpreender. E, principalmente, porque a medida que crescem precisam ter cada vez mais o direito de escolher. Só se aprende a fazer escolhas, escolhendo. Escolhendo e errando, escolhendo e acertando. E enquanto ainda são pequenas podem errar. Nós estamos lá para ajudar. Quando adultas, precisarão fazer escolhas bem mais complicadas, é bom que estejam preparadas para isso.

Mas vamos ao livro. Inicia com a fala de uma coruja professora que se dirige a seus alunos propondo uma atividade diferente. Eles deverão escrever histórias a quatro mãos (em dupla), isto é, a “quatro patas”, já que são todos animaizinhos. Um escreve um trecho, passa para o outro, depois volta ao primeiro e assim vai.

As histórias são realmente engraçadas. Os alunos criam protagonistas parecidos com eles (na história escrita por um cão e um gato, também esses bichos são protagonistas) e sempre buscam colocar o seu personagem em uma situação melhor do que a do outro. Por óbvio, isso acaba gerando conflito. Ao final de cada história, há uma página com um diálogo entre os bichinhos em que estes discutem.

Lebre X Tartaruga

Lebre X Tartaruga

Ao lermos, brincamos de identificar qual parte da história foi escrita por cada bichinho. No livro isto está sinalizado com o desenho das personagem ao lado do trecho, mas como a Si não percebeu (acho que pensou que fosse só “decoração”), a brincadeira funcionou muito bem.

Acho interessante, ao fazer a leitura, propor à criança uma reflexão sobre a realização de atividades em dupla ou grupo, mostrando como essas histórias poderiam ter sido escritas de forma diferente, de forma cooperativa, sem gerar tanto conflito.

Fica a dica!

Autor: Alexandre de Castro Gomes

Ilustrações: Jótah

Editora: FTD

Ano: 2012

Número de páginas: 32

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