Mês: março 2014

PALAVRA TEM SEGREDO?

Em abril do ano passado, contei neste post que a Si e um amigo haviam iniciado um sistema de “empréstimos cruzados”. O amigo empresta alguns dos seus livros e a Si empresta alguns dos dela. Tem sido ótimo! Além de duplicar a biblioteca de ambos, percebo que aumentou o “desprendimento” da pequena, que tem emprestado sempre com facilidade. Hoje vou comentar sobre um dos livros do amigo: “Palavra tem segredo?”, de autoria de Luciana Celia, que é fonoaudióloga, com ilustrações de Ricardo Machado.

Capa.

Capa.

O livro é pequeno, pode ser manuseado facilmente pela mãozinhas de nossas crianças, tem ilustrações divertidas, dobraduras (como se fossem “portinhas”) e enigmas! A cada página virada surge um desafiando as crianças a procurarem a palavra escondida dentro de outra. Os enigmas são acessíveis para crianças pequenas, principalmente se dermos uma ajuda com a entonação na hora da leitura. Abrindo a “portinha” a criança encontra a palavra que é resposta para o enigma. A palavra vem em português e em LIBRAS (Língua brasileira de sinais) e ao final do livro é apresentado o alfabeto manual.

palavra2

palavra3

Eu acredito que a LIBRAS deveria ser ensinada em todas as escolas, já no ensino fundamental. Até o ano passado, eu não sabia que a LIBRAS tem uma versão escrita, sendo a primeira língua dos surdos também nessa forma de comunicação. O português, então, funciona realmente apenas como uma segunda língua em todos os aspetos. Pois eu acho que os ouvintes deveriam ter como segunda língua a LIBRAS. E confesso a minha grande dificuldade em aprende-la agora, já adulta. O livro não vai ensinar LIBRAS a ouvintes, nem português a surdos. Mas cria um elo entre as duas línguas, o que é positivo para todas as crianças.

“Palavra tem segredo?” é o tipo de livro para ler em uma hora que seja possível seguir a brincadeira com a criança. Afinal, provavelmente vocês vão querer aceitar o convite que é feito pela autora e continuar buscando nas mais diferentes palavras se há outra escondida. O livro é todo em letra bastão e com textos curtos, ótimo para quem está em fase de alfabetização.

Fica a dica!

Autora: Luciana Celia

Ilustrador: Ricardo Machado

Editora: Libretos

Ano: 2013

Número de páginas: 36

 

COLEÇÃO CASTOR

Final de ano, férias, viagens, novo ano letivo… Foram diversos os motivos que me mantiveram longe do blog, mas finalmente estou de volta. O período das férias foi rico em atividades físicas, jogos, brincadeiras e também leituras, sobre as quais comentarei aqui aos poucos. Mas hoje escrevo sobre um livro, ou melhor, uma coleção que a Si conheceu na volta às aulas.

A Si ingressou este ano no Ensino Fundamental. É na mesma instituição de ensino que estava e a maioria das e dos coleguinhas permaneceram, mas mesmo assim são muitas as novidades. Novo prédio, novos professores e professoras, novos colegas, novas descobertas e… ainda mais contato com os livros!

As visitas à biblioteca, que já eram frequentes na Educação Infantil, passaram a ser efetivamente diárias. Lá as crianças exploram o acervo e realizam leituras individuais ou com colegas. E a retirada de livros, antes semanal, agora é livre. Encerrada a leitura, a criança devolve e já pode retirar outro.

Pois foi numa dessas visitas à biblioteca que a Si acabou conhecendo a coleção Castor. Já retirou dois títulos: “O Castor Alfaiate” e “O Castor Cozinheiro”. As histórias, de autoria de Lars Klinting, relatam de forma detalhada as atividades de um Castor chamado Bruno.

image29

Em “O Castor Alfaiate”, o protagonista resolve fazer um novo avental para si. As etapas do processo são descritas ricamente, aproximando a criança de um mundo que talvez não tenha muito contato. Assim a Si conheceu o “dedal”, ficou sabendo o que é alinhavo etc. No final desse livro tem um “passo a passo” de como o Castor fez o avental.

100_0507

Gostou tanto que na sexta-feira trouxe para casa “O Castor Cozinheiro”. Nessa história, Bruno faz um bolo para comemorar o seu aniversário e recebe a ajuda de seu pequeno amigo Dudu. Desta vez, tanto os utensílios como os procedimentos são mais familiares, mas isso não diminuiu o interesse da Si na leitura. Neste daqui, após a história há a receita do “Bolo do Castor”. Já combinamos de fazer!

100_0506

As ilustrações são muito bonitas, as páginas trazem textos de fácil compreensão e curtos (mas que, na maioria, não se limitam a uma frase). Na edição da biblioteca, que é de 1996, a letra é de imprensa, com maiúsculas e minúsculas. A Si, que lê desde o ano passado, os leu para mim sem nenhuma dificuldade. Outros títulos dessa coleção traduzidos para o português, que vi em sites de livrarias, são: “O Castor Jardineiro” e “O Castor Pintor”.

Fica a dica!

Coleção: Castor

Autor: Lars Klinting

Editora: Callis

Ano: 1996