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MANDELA, O AFRICANO DE TODAS AS CORES

Mandela se foi, mas deixou vários legados para a humanidade. Entre eles a sua própria vida, a sua própria história. Exemplo de pessoa de fato humana (porque conheço muitas que, infelizmente, não o são), dedicou sua vida à construção de um mundo menos desigual e menos racista.

Faz algum tempo que venho namorando um livro infantil que conta sua história. Não comprei por achar que a Si ainda não tem maturidade para aproveitar ao máximo essa leitura. Mas não demorará para fazer parte de sua biblioteca. Por enquanto, fica a dica para vocês.

Na Livraria da Folha é possível visualizar algumas páginas do livro. Para acessar, clique aqui.

Fica a dica!

Autor: Alain Serres

Ilustrador: Zaü

Editora: Pequena Zahar

Ano: 2013

Número de páginas: 64

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Educar para o respeito à diversidade

Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar. (Nelson Mandela)

Se queremos um mundo realmente mais “humano”, temos que educar para a diversidade. Ensinar a respeitar cada um/uma no que for igual ou diferente de nós. Ouso discordar de Mandela num ponto. Não acredito que devemos ensinar a amar, mas sim a respeitar. É básico. Eu não preciso amar meu colega, mas devo respeitá-lo. Mais, o fato de não amá-lo não me dá o direito de desrespeitá-lo. E aqui recorro a uma citação de José Saramago, em que afirma que o amor não é suficiente para garantir o respeito.

O amor não resolve nada. O amor é uma coisa pessoal, e alimenta-se do respeito mútuo. Mas isto não transcende o colectivo. Levamos já dois mil anos dizendo-nos isso de amar-nos uns aos outros. E serviu de alguma coisa? Poderíamos mudá-lo por respeitar-nos uns aos outros, para ver se assim tem mais eficácia. Porque o amor não é suficiente. (José Saramago)

Para respeitar o diferente, devo conhecer o diferente. Compreender que existe o diferente e que, assim sendo, também eu sou “o diferente” para o outro. Conhecer a diversidade étnica, estética, sexual, de organização familiar, religiosa, política etc. é o que vai possibilitar às crianças perceberem que elas não são “normais”, nem “anormais”, mas que somos todos/as diferentes.

Partindo dessa concepção é que busquei incluir na biblioteca da Si livros que tratassem da diversidade e do respeito ao diferente. Desde cedo, justamente para que a diversidade fosse para ela o que na realidade é: algo natural. Hoje a Si possui vários, dentre os quais destaco o livro abaixo.

Capara do livro. Imagem da editora.

Capara do livro. Imagem da editora.

Na minha escola todo mundo é igual

Apesar de achar o título ruim – melhor seria “todo mundo é diferente” -, gosto muito do livro. Escrito pela Professora Rossana Ramos, diretora da Escola Viva de Cotia, São Paulo. Essa escola, criada em 1996 tem como um de seus pilares a educação inclusiva. O livro é rimado e apresenta a diversidade de forma positiva para as crianças. Seguem algumas partes do livro que mostram bem sua riqueza.

Super indico!

Autora: Rossana Ramos

Ilustrações: Priscila Sanson

Editora: Cortez

Ano: 2004

Número de páginas: 20