Mês: abril 2013

A mágica “multiplicação de livros” e Clássicos Disney para Ler e Ouvir

Os primos da Si moram longe, então só os encontra nas férias escolares. Mas ela conta com um super amigo que é como se fosse primo. Filho de uma querida amiga minha, convivem literalmente desde o berço! Adoram brincar juntos, mas também passam pelos seus períodos de brigas, muitas provocadas por ciúmes. Ciúmes das pessoas, mas também das coisas. Por isso, nem sempre é possível promover “empréstimos” de livros e brinquedos. Alguns empréstimos até ocorreram, mas geralmente de livros ou brinquedos que eles não estavam curtindo no momento. O que é muito natural.

Foi através desses empréstimos que a Si conheceu os livros da coleção “Clássicos Disney para ler e ouvir” (alguns estão até hoje com ela!). São ilustrados pelas imagens que as crianças já conhecem dos filmes, as histórias são apresentadas em uma versão resumida, impressas no livro e narradas no CD. Me fez lembrar da minha infância, na época das histórias em fita K7. Isso há muito, muito tempo atrás…

Clássicos Disney para Ler e Ouvir

Clássicos Disney para Ler e Ouvir

A Si “gastou” os CDs de tanto ouvir essas histórias. Algumas vezes, acompanhada do livro. O CD faz um sinal sonoro na hora de virar a página. Outras, deitadinha em sua cama, esperando o sono chegar. Muitas vezes, dispensa o CD e pede para eu ler.

O que me chamou a atenção foram as ocasiões em que pedia para eu ler “junto” com o CD. Sim, pedia para eu ler em voz alta, enquanto o aparelho de CD reproduzia a narração da história. Confesso que houve momentos em que isso me irritou (e fico feliz que não peça mais), mas também fiquei curiosa. Queria saber o que levava a Si a pedir isso. Não descobri, mas minha hipótese é que ela queria “conferir” se a história do CD e a que eu lia eram realmente a mesma.

Ontem esses amigos nos fizeram uma visita. E trouxeram vários livros para fazer uma “troca” de empréstimos, já combinada previamente pelas mães. A iniciativa partiu de minha amiga. E as crianças toparam tudo muito bem! Falamos para eles que agora teriam o “dobro” de livros, já que poderiam ler os seus e os do outro. Curtiram tanto, que na hora que estávamos vendo quais o amiguinho ia levar, a Si falou “Pode levar o que quiser…” E emprestou alguns livros que adora. Achei o máximo! Estão aprendendo como é bom compartilhar com os amigos aquilo que gostamos.

Esta experiência começou muito bem! Espero que continue assim, pois amizade e livro são duas coisas maravilhosas. Juntas, melhor ainda!!!

No site da editora Abril, a Coleção consta como esgotada. Deve ser possível encontrar em sebo. Ou talvez algum amigo ou alguma amiga de suas crianças tenha e tope emprestar… Fica a dica!

Coleção: Clássicos Disney para Ler e Ouvir

Editora: Abril

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A menina que ia para longe e Aniversário da Editora Projeto

Capa. Imagem da Editora.

Capa. Imagem da Editora.

Este mês a Editora Projeto, especializada em literatura infantil/juvenil e publicações na área da educação, completou 21 anos. Entre os eventos da programação de aniversário está a contação da história “A menina que ia para longe”, de Marta Lagarta, que ocorrerá em Porto Alegre, no sábado 13/04.

A autora do livro reconta uma história que ouviu diversas vezes de sua avó materna, mineira da Zona da Mata. As ilustrações digitais, de Guto Lins, têm padrões e texturas que chamam a atenção das crianças.

Era uma vez uma menina que adorava caminhar. Todos os dias ela ia para longe muito longe. A menina era mais ou menos do seu tamanho e vinha de uma terra que ninguém sabe onde. A menina subia morro, descia serra, dançava nas águas do rio. Às vezes sentia frio, às vezes sentia calor. Porém o clima não a incomodava em nada. Gostava mesmo era de uma longa caminhada. Até que um dia…

A Si tem esse livro há um ano ou dois. Já foi lido e relido diversas vezes. A protagonista é uma menina que adora caminhar e anda sozinha pelo mundo. Ao longo de sua jornada, a menina encontra diferentes personagens que solicitam a sua ajuda. Nessa relação com os outros, ela vive perdas, mas também ganhos. Sofre com as perdas, mas persiste em seu percurso. Ao final da história a menina encontra alguém que muda sua vida sem fazer com que desista de seus sonhos.

A história permite que façamos algumas reflexões com a criança. A primeira é sobre as trocas que ocorrem quando nos relacionamos com os demais, sejam estes pessoas ou animais. E a outra é sobre a determinação necessária para, assim como a menina, não se deixar abater demais pelas perdas, que inevitavelmente ocorrerão ao longo da vida, e seguir sempre em frente.

As rimas, o tipo de linguagem e as repetições tornam essa história gostosa de ser lida e de ser ouvida. A contação de história promovida pela editora será realizada por Carolina Albuquerque, que é formada em Comunicação Social pela PUCRS e mestre em Literatura. A contadora utiliza diversos recursos em suas apresentações, como música e teatro. Então, se estiver em Porto Alegre, não deixe de levar sua pequena ou seu pequeno!

Fica a dica!

Evento: Contação de história

Livro: A menina que ia para longe de Marta Lagarta

Data: 13 de abril

Horário: 15h

Local: Livraria Sapere Aude!

Para saber mais sobre a programação de aniversário da Editora Projeto, clique aqui.

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Autora: Marta Lagarta

Ilustrações: Guto Lins

Editora: Projeto

Ano: 2009

Número de páginas: 24

TODO MUNDO SENTE… RAIVA

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Capa. Imagem da Livraria Cultura.

Quem não sente raiva de vez em quando? O problema não é sentir raiva, mas sim como lidamos com ela. Essa é a reflexão que este livro propõe às crianças. A partir do relato de situações vividas pela menina Clara e pelo menino Bruno, a autora mostra o que pode provocar e como nos sentimos quando estamos com raiva. E aponta o diálogo como sendo o melhor caminho para vencermos esse sentimento.

Comprei o livro numa época em que estava difícil lidar com a Si quando tinha seus acessos de raiva. Quem já não passou por isso? Aquela criança descontrolada e você se sentindo totalmente impotente! Quando vi esse título, não tive dúvida: comprei na hora. Foi uma ajuda e tanto. Depois que a Si conheceu, quando algo a fazia sentir muita raiva e perder o controle, assim que se acalmava um pouco, pedia para eu ler o livro. Isso a ajudou a entender e elaborar melhor o que estava sentindo nos momentos de raiva, diminuindo a frequência e a intensidade de seus acessos. Por sorte essa fase passou. Ainda tem seus momentos de raiva, sempre terá, mas já lida de forma bem diferente com eles.

Penso que para a criança é importante compreender que isso que ela está sentindo é normal, vai passar e temos como controlar. Então, fica a dica!

Outros títulos dessa coleção, que não li, são:

Todo mundo sente… medo

Todo mundo fica… feliz

Todo mundo fica… triste

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Autora: Jane Bingham

Ilustrações: Helen Turner

Editora: Girassol

Ano: 2006

Número de páginas: 24

AS TRÊS PERGUNTAS

Capa. Imagem da Livraria Cultura.

Capa. Imagem da Livraria Cultura.

De autoria de Jon J. Muth, o livro contém uma adaptação do conto “As três perguntas”, de Leon Tolstoi. Ainda não li o conto original, mas sou apreciadora da literatura russa. Então fiquei muito feliz em poder apresentar essa história para a Si.

A história começa.

A história começa.

Qual é o melhor momento para fazer as coisas?

Quem é o mais importante?

Qual é a coisa certa a ser feita?

O menino Nikolai acredita que se encontrar as respostas para essas três perguntas conseguirá ser uma boa pessoa. Nessa busca, conta com a ajuda de seus amigos animais: a garça Sônia, o macaco Gogol, o cachorro Pushkin e a velha e sábia tartaruga Leo. Percebe-se o cuidado na escolha dos nomes, explicada em uma nota do autor. Ao final da história, Nikolai descobre as respostas a partir da análise de suas próprias atitudes.

Amigos.

Amigos.

O livro contém uma linda mensagem para pequenos e grandes leitores. Não encontrei recomendação etária, mas acho que crianças a partir de cinco anos já conseguem entender a mensagem. Os maiores, então, nem se fala.

A história é ricamente ilustrada com lindas aquarelas.

Fica a dica!

Autor e ilustrador: Jon J. Muth

Editora: WMF Martins Fontes

Ano: 2012

Número de páginas: 32

Educar para o respeito à diversidade

Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar. (Nelson Mandela)

Se queremos um mundo realmente mais “humano”, temos que educar para a diversidade. Ensinar a respeitar cada um/uma no que for igual ou diferente de nós. Ouso discordar de Mandela num ponto. Não acredito que devemos ensinar a amar, mas sim a respeitar. É básico. Eu não preciso amar meu colega, mas devo respeitá-lo. Mais, o fato de não amá-lo não me dá o direito de desrespeitá-lo. E aqui recorro a uma citação de José Saramago, em que afirma que o amor não é suficiente para garantir o respeito.

O amor não resolve nada. O amor é uma coisa pessoal, e alimenta-se do respeito mútuo. Mas isto não transcende o colectivo. Levamos já dois mil anos dizendo-nos isso de amar-nos uns aos outros. E serviu de alguma coisa? Poderíamos mudá-lo por respeitar-nos uns aos outros, para ver se assim tem mais eficácia. Porque o amor não é suficiente. (José Saramago)

Para respeitar o diferente, devo conhecer o diferente. Compreender que existe o diferente e que, assim sendo, também eu sou “o diferente” para o outro. Conhecer a diversidade étnica, estética, sexual, de organização familiar, religiosa, política etc. é o que vai possibilitar às crianças perceberem que elas não são “normais”, nem “anormais”, mas que somos todos/as diferentes.

Partindo dessa concepção é que busquei incluir na biblioteca da Si livros que tratassem da diversidade e do respeito ao diferente. Desde cedo, justamente para que a diversidade fosse para ela o que na realidade é: algo natural. Hoje a Si possui vários, dentre os quais destaco o livro abaixo.

Capara do livro. Imagem da editora.

Capara do livro. Imagem da editora.

Na minha escola todo mundo é igual

Apesar de achar o título ruim – melhor seria “todo mundo é diferente” -, gosto muito do livro. Escrito pela Professora Rossana Ramos, diretora da Escola Viva de Cotia, São Paulo. Essa escola, criada em 1996 tem como um de seus pilares a educação inclusiva. O livro é rimado e apresenta a diversidade de forma positiva para as crianças. Seguem algumas partes do livro que mostram bem sua riqueza.

Super indico!

Autora: Rossana Ramos

Ilustrações: Priscila Sanson

Editora: Cortez

Ano: 2004

Número de páginas: 20